Ouvimos muitas vezes contar que quantos mais filhos tens mais cedo chegas aos eventos e cada vez concordo mais. Talvez o aumento da logística obrigue ao aumento da organização mas o que facto é que começei a notar diferenças mesmo logo após o nascimento do Duarte. Quando a Marta nasceu almocavamos aí às quatro da tarde e jantávamos no mínimo às onze da noite, sempre cheios de dúvidas e de visitas (fossem elas pessoas ou cólicas). Já no Duarte comíamos amendois para ajudar a passar o tempo e visitas… nem vê-las, nem pessoas nem cólicas porque afinal os queixumes da primeira eram só um pouquinho de fome e rápidamente desapareceram à velocidade de um biberão!
Foquemo-nos então na cerimónia. Passava pouco das 10h30 quando chegamos à igreja. O batizado seria incluido na missa habitual de domingo às 11h30 e por isso esperava-se uma igreja cheia e assim foi. Morar fora das grandes cidades proporciona uma maior aproximação entre as pessoas e foi com muita emoção que fomos recebendo o carinho dos que iam entrando e ocupando os seus lugares habituais de domingo. Estava muito nervosa, muito mais do que quando casei (no mesmo dia há 12 anos). Talvez pelo facto de não querer falhar, nunca queremos falhar com os nossos filhos… mas falhamos… e tantas vezes… por isso se pelo menos desta vez for possível ter ajuda divina agradecia! E tive mesmo! Enquanto não começava a homilia ia fazendo um loop mental com as palavras que teria que dizer. É claro que à primeira pergunta o loop mental deu lugar ao instinto e sabendo o que nos motivava a estar ali também claramente sabíamos o que responder.
Tivemos o privilégio de ter a presença do coro infantojuvenil de São Sebastião orientado pela querida Gisela Cunha. É um projecto musical do qual a nossa Marta faz parte e ter os seus amigos a cantar ali ao lado apenas tornou o momento ainda mais especial. São crianças e adolescentes, cantam por gosto e não pela retribuição, ainda não têm a astúcia dos adultos e isso faz de todos eles meninos e meninas muito especiais. Para eles não há a madorna do domingo ou o cansaço acumulado da sexta à noite, altura em que se juntam todos para ensaiar. Eles cantam e encantam e a verdade é que não contive as lágrimas. Obrigado mais uma vez a todos!
Nunca fomos de seguir as tradições à risca mas sim de seguir os nossos instintos. Batizar os filhos já um pouco mais crescidos ajudou a perceber com quem eles mais se identificam e a definir quem nós queríamos para assumir este papel e a escolha não poderia ter sido melhor. Uns porque partilharam o choro do primeiro respirar, uns porque são sangue do nosso sangue, uns porque partilham gostos e outros porque partilham feitios. Todos eles sabem onde encaixam e por isso um muito obrigado aos padrinhos César Batista, Pedro Caetano, João Paulo Pereira e Luís Antunes e às madrinhas Tânia Alves, Lúcia Cera, Sandra Pereira e Maria da Nazaré Russo por terem aceite esta missão.
Foi uma missa bonita, acolitada por um tio-avô. Não somos casados pela igreja por opção e não por imposição. Ouvimos com atenção todas as palavras que nos foram dirigidas e anotámos todos os recados! Respondemos certo a todas as perguntas e por isso passámos no teste. Fizemos o sinal da cruz e seguimos para a pia batismal (obrigado querida Cláudia Henriques pela decoração da mesma). Acenderam-se as velas na esperança que nunca falte luz para ver o que de melhor há na vida. Bateram-se palmas e eles lá foram de mãos dadas atrás das vestes brancas em jeito de apresentação ao mundo! E eu contemplando agradeci a sorte que tenho.





